5 de novembro de 2025

Vape entre adolescentes: uso diário cresce e preocupa saúde

Queda no uso geral do vape, mas aumento alarmante no consumo diário entre adolescentes gera alerta para equipes de saúde.

Vape entre adolescentes: uso diário cresce e preocupa saúde

Embora o uso de vape por adolescentes pareça recuar em prevalência, o alarme toca: entre os usuários, o consumo diário cresce e a dependência de nicotina se consolida. Dados recentes da JAMA Network Open indicam que, nos EUA, a prevalência de vape em adolescentes diminuiu, mas o uso diário entre usuários quase dobrou (15%→29% em quatro anos), e metade falhou em cessar, impulsionado por dispositivos com nicotina ultraconcentrada. No Brasil, apesar da proibição, 8,7% dos adolescentes usam vapes e, entre os que já experimentaram, 31,8% relataram uso no último mês (LENAD III/SENAD; FAPESP), com acesso ilegal em expansão. Nas próximas seções, discutiremos impactos cardiovasculares/respiratórios e na saúde mental adolescentes, regulação do vape, triagem/tratamento e prevenção do uso de vape em contextos clínicos e escolares.

Apesar da queda na prevalência, o uso de vape por adolescentes migrou do eventual para o diário. Nos EUA, o uso diário entre usuários quase dobrou (15%→29%) e metade não consegue cessar; no Brasil, 31,8% dos que experimentaram relataram uso no último mês — sinal de consolidação do hábito. O que mudou? Dispositivos com sais de nicotina (ultraconcentrada), alta entrega por puff, formatos discretos e sabores, somados a marketing digital e acesso ilegal, tornam o vape em adolescentes mais compulsivo. Clinicamente, aumentam a dependência de nicotina, sintomas de abstinência e riscos para a saúde mental adolescentes. Na prática, rastreie frequência (primeiro uso ao acordar), use HONC/CRAFFT e explore comorbidades. A seguir, impactos cardiorrespiratórios/mentais, regulação do vape e prevenção do uso de vape.

Como vimos, o uso de vape por adolescentes migrou do eventual para o diário — marcador de dependência de nicotina. Na JAMA Network Open, o uso diário entre usuários dobrou (15→29%) e ~50% falham em cessar, impulsionados por sais de nicotina (até 50 mg/mL) e entrega rápida por puff. No consultório, com vape em adolescentes, rastreie TTFC (primeiro uso ao acordar), craving, abstinência e repercussões na saúde mental adolescentes (ansiedade/irritabilidade). Use HONC/CRAFFT e mapeie contextos (escola/casa) e co-uso. Intervenha com entrevista motivacional e manejo de abstinência; TRN e bupropiona/vareniclina apenas em casos selecionados e com supervisão pediátrica, em consonância com a regulação do vape. Essa abordagem integra-se às próximas seções sobre riscos e prevenção do uso de vape.

Como vimos, o uso de vape por adolescentes migrou para o diário, intensificando a exposição a sais de nicotina ultraconcentrada e a dependência de nicotina. Cardiovascular: nicotina de liberação rápida aumenta tônus simpático, frequência e pressão, além de promover disfunção endotelial e ativação plaquetária (PAHO/CDC), elevando risco aterotrombótico ao longo do tempo. Respiratório: aerossóis contêm aldeídos, particulados e metais (Tob Control 2024), associados a tosse crônica, sibilância e exacerbação de asma; casos de lesão pulmonar aguda foram descritos, sobretudo com líquidos ilícitos. Saúde mental adolescentes: a nicotina altera circuitos de recompensa em cérebros imaturos, piorando ansiedade, humor e sono, e perpetuando craving. Na prática, em vape em adolescentes, monitore PA/FC, sintomas respiratórios e aplique PHQ-A/GAD-7; isso subsidia prevenção do uso de vape, triagem e regulação do vape nas próximas etapas.

Conectando com os achados de uso diário e danos cardiorrespiratórios/mentais, o cenário do vape em adolescentes no Brasil é paradoxal: a Anvisa manteve a proibição dos DEFs (RDC 855/2024), mas o acesso ilegal cresce via redes sociais, e-commerce e delivery, com apreensões recordes. O uso de vape por adolescentes (8,7%; LENAD III) persiste, e o mercado ilícito oferta nicotina ultraconcentrada, ampliando dependência de nicotina e impactos na saúde mental adolescentes. Para a regulação do vape, além da fiscalização, urge coibir marketing digital, rastrear cadeias logísticas e responsabilizar plataformas. Na prática clínica, prevenção do uso de vape exige triagem rotineira (HONC/CRAFFT, TTFC), manejo da abstinência e articulação com escolas/CRAS/CAPSi.

Diante do salto do uso diário e dos danos cardiorrespiratórios/mentais já discutidos, equipes devem adotar triagem universal do uso de vape por adolescentes e de comorbidades. Na prática: HONC/CRAFFT, TTFC (primeiro uso ao acordar), PHQ-A/GAD-7, PA/FC e sintomas respiratórios; explore contextos (escola/casa) e co-uso. Para prevenção do uso de vape, combine entrevista motivacional breve, alfabetização midiática e envolvimento familiar articulado à regulação do vape (p. ex., RDC 855/2024) e políticas escolares; registre e reporte comércio ilícito. No tratamento da dependência de nicotina: plano de cessação com metas, manejo de abstinência (TCC, mindfulness, apps), TRN em casos selecionados com supervisão pediátrica; bupropiona/vareniclina apenas off-label por especialistas. Integre CAPSi/CRAS/escola, trate TDAH/ansiedade (saúde mental adolescentes) e reavalie semanalmente por 4–6 semanas.

Em síntese, o uso de vape por adolescentes recuou em prevalência, mas migrou para consumo diário, consolidando dependência de nicotina e agravando riscos cardiorrespiratórios e para a saúde mental adolescentes. No Brasil, à luz da regulação do vape (RDC 855/2024) e do acesso ilegal, os próximos passos são: triagem universal (HONC/CRAFFT, TTFC, PHQ-A/GAD-7), monitorar PA/FC e sintomas respiratórios; entrevista motivacional e plano de cessação; TRN em casos selecionados, bupropiona/vareniclina apenas por especialistas; prevenção do uso de vape com educação midiática e parceria escola–CAPSi–CRAS; notificar comércio ilícito e auditar resultados em 4–6 semanas. Mantenha vigilância ativa de vape em adolescentes.

Fonte: https://www.statnews.com/2025/11/04/health-news-microdosing-glp-1-drugs-vaping-fda/

Escrito por
Dr. Marcos Ladeira
Dr. Marcos LadeiraOrtopedista e Traumatologista
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