4 de novembro de 2025

Vacina contra dengue: inovação e prevenção no Brasil

Entenda o avanço da vacina 100% brasileira contra dengue, novas tecnologias de prevenção e impacto na saúde pública.

Vacina contra dengue: inovação e prevenção no Brasil

Em meio à pressão de dengue 2025, o Brasil acelera uma resposta integrada: R$ 184 milhões em tecnologias de combate à dengue e a expectativa de lançar, em 2026, a primeira vacina 100% nacional — a vacina do Instituto Butantan. Além da vacina contra dengue, o plano inclui mosquitos com Wolbachia, armadilhas larvicidas e reforço à vigilância do mosquito aedes aegypti. Com cerca de 30% dos municípios em alerta e óbitos em queda, o desafio assistencial permanece. Nesta série, vamos apresentar o panorama dos investimentos, o cronograma e as evidências da nova vacina, o papel das equipes multiprofissionais e como incorporar essas estratégias aos fluxos de trabalho, monitoramento de casos e documentação clínica.

Em sintonia com o investimento de R$ 184 milhões e as tecnologias de combate à dengue, a vacina do Instituto Butantan caminha para 2026 como a primeira vacina contra dengue 100% nacional. É um imunizante tetravalente de vírus atenuado (DENV-1 a DENV-4); análises de especialistas reportam eficácia global em torno de 67% para dengue sintomática, com proteção mais robusta para hospitalizações, e perfil de segurança consistente em soronegativos. A Anvisa avalia o registro com expectativa de decisão ainda em 2025, alinhando-se às ações de dengue 2025. Para equipes clínicas, integrar a vacina às estratégias com mosquitos com Wolbachia e armadilhas larvicidas implica: definir públicos-alvo, ajustar fluxos no e-SUS/PNI, monitorar eventos adversos e articular-se com a vigilância do mosquito Aedes aegypti.

Dando sequência ao investimento de R$ 184 milhões e à futura vacina do instituto butantan, as tecnologias de combate à dengue ganham tração para a Dengue 2025. O método Wolbachia, em fase final antes da incorporação ao SUS, reduz a capacidade de o mosquito Aedes aegypti transmitir o vírus. Estações disseminadoras de larvicida (EDLs), baseadas em pesquisas da Fiocruz, alcançam criadouros ocultos; Maringá reportou ~80% de queda de casos com estratégias combinadas. Para equipes: integrar EDLs e ovitrampas como sentinelas, georreferenciar no e-SUS, alinhar visita domiciliar/ACS à busca ativa de febre e monitorar internações, articulando tudo à vacina contra dengue e demais tecnologias de combate à dengue.

Com os R$ 184 milhões e a futura vacina do instituto butantan, equipes encaram, na dengue 2025, três frentes: triagem, monitoramento e documentação. Na triagem, aplicar classificação de risco (sinais de alarme), NS1/RT‑PCR até D5 e hidratação precoce, com protocolos para gestantes e pacientes crônicos. No monitoramento, painéis semanais de incidência/internações, integração de dados de ovitrampas/EDLs e áreas com mosquito aedes aegypti/Wolbachia, orientando oferta da vacina contra dengue. Na documentação, registrar vacinação e eventos no e‑SUS/PNI, notificar no SINAN, padronizar plaquetas/hematócrito e exposição, vinculando lote da vacina quando disponível. Nutricionistas e psicólogos apoiam adesão e manejo de náusea. Essas tecnologias de combate à dengue exigem fluxos claros de cadeia de frio e telemonitoramento.

A partir dos R$ 184 milhões e da ampliação de tecnologias de combate à dengue, os sinais de melhora já aparecem na dengue 2025: óbitos em queda e 30% dos municípios ainda em alerta. Experiências como Maringá, com EDLs e áreas com mosquito Aedes aegypti portador de Wolbachia, relataram ~80% de redução de casos, enquanto a positividade de NS1/RT‑PCR e as internações tendem a desacelerar nessas zonas. Para equipes, integrar painéis semanais (incidência/100 mil, hospitalizações, letalidade e positividade) ao georreferenciamento de ovitrampas/EDLs orienta a oferta da vacina contra dengue. A iminente vacina do Instituto Butantan pode consolidar a queda, se alinhada a fluxos no e‑SUS/PNI, vigilância e manejo clínico precoce.

Encerramos com uma perspectiva pragmática: a combinação de vacina contra dengue, mosquito aedes aegypti com Wolbachia, EDLs e vigilância ativa já contribui para a queda de óbitos na dengue 2025, embora ~30% dos municípios sigam em alerta. Com a vacina do Instituto Butantan prevista para 2026, o país pode consolidar ganhos se as tecnologias de combate à dengue forem integradas ao cuidado. Próximos passos: priorizar grupos de risco e áreas quentes via painéis; organizar cadeia de frio e fluxos no e-SUS/PNI; ampliar NS1/RT-PCR e hidratação precoce; notificar no SINAN com lote; engajar ACS, nutricionistas e psicólogos; monitorar eventos adversos e impacto nas internações.

Fonte: G1

Escrito por
Dr. Marcos Ladeira
Dr. Marcos LadeiraOrtopedista e Traumatologista
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