Condromalácia patelar: sintomas e opções de tratamento
Descubra sintomas, diagnóstico e tratamentos para condromalácia patelar. Guia atualizado para profissionais de saúde em 2025.

Dor ao subir escadas, agachar ou após longos períodos sentado? Pode ser condromalácia patelar: degeneração/amolecimento da cartilagem da patela, causa comum de dor no joelho anterior com estalos e limitação funcional. Na rotina clínica, é prevalente sobretudo em mulheres jovens, atletas/amadores e pessoas com sobrepeso, cenário que tende a crescer no Brasil com o aumento da prática de atividade física. O diagnóstico precoce orienta intervenções e previne progressão para lesões condrais mais extensas e artrose. Ao longo do texto, discutiremos reconhecimento clínico, critérios para imagem, tratamento condromalácia patelar com fisioterapia para joelho e mudanças de hábitos, além de estratégias de prevenção de lesões ortopédicas e quando considerar abordagem cirúrgica.
Na sequência do reconhecimento clínico, entender riscos orienta o diagnóstico precoce. Na condromalácia patelar, sexo feminino (até 2× mais risco, ↑Q‑angle) e idade jovem aumentam a chance; esportes com corrida, saltos e agachamentos elevam forças patelofemorais para 3–7× o peso corporal, irritando a cartilagem da patela. Excesso de peso adiciona carga a cada passo e associa-se à dor no joelho. Fatores biomecânicos: maltracking (patela alta/troclea rasa), valgo dinâmico por fraqueza de glúteos e VMO, encurtamento do trato iliotibial e pronação excessiva do pé; todos agravados por erros de treino e progressões abruptas. No exame, observe single‑leg squat (valgo), J‑sign e crepitação. Esses elementos guiam o tratamento condromalácia patelar com fisioterapia para joelho e a prevenção de lesões ortopédicas nas próximas etapas.
Diante dos fatores de risco e achados funcionais já citados, a condromalácia patelar se manifesta por dor no joelho anterior, pior ao subir/descer escadas, agachar e no “sinal do cinema”; estalos, sensação de falseio e, ocasionalmente, edema leve. Sinais: crepitação à flexo-extensão, dor à compressão/retropulsão da patela, J-sign, valgo dinâmico no single-leg squat e sensibilidade no retináculo lateral. Exames: radiografias AP, perfil e axial (Merchant) para alinhamento; RM quando refratária ou para graduar lesões da cartilagem da patela (Outerbridge). Diferenciais: tendinopatia patelar (polo inferior), plica medial, meniscopatias (linha articular/bloqueio), OA tibiofemoral e bursites. A confirmação orienta tratamento condromalácia patelar com fisioterapia para joelho e ações de prevenção de lesões ortopédicas.
Com base nos sinais e fatores biomecânicos descritos, o manejo da condromalácia patelar inicia no conservador, guiando o tratamento condromalácia patelar com fisioterapia para joelho multimodal: fortalecimento progressivo de glúteo médio/máximo e quadríceps (foco em VMO), controle do valgo dinâmico, cadeia cinética fechada em 0–45°, alongamento de TFL/trato iliotibial e mobilidade do tornozelo. Diretrizes (JOSPT, 2019) sustentam com evidência forte o treino de quadril/joelho; palmilhas para pronação e taping patelar ajudam no curto prazo. Mudanças de hábitos e controle de peso mitigam a dor no joelho e a carga sobre a cartilagem da patela, além de apoiar a prevenção de lesões ortopédicas. Cirurgia é reservada após 3–6 meses sem resposta ou desalinhamentos/lesões focais: condroplastia, lateral release seletivo, osteotomia da TAT, procedimentos de cartilagem e MPFL conforme indicação.
Em populações ativas, o principal desafio é conciliar performance com proteção da cartilagem da patela. Dado o perfil de risco e achados funcionais já descritos, a prevenção passa por periodização e controle de carga (monitorar dor até 3/10 e reatividade em 24–48 h), correção do valgo dinâmico e educação. Exemplos práticos no Brasil: corrida de rua — aumentar cadência 5–10%, evitar descidas e volumes abruptos; CrossFit e futebol — agachar em 0–45°, caixas/step, e progressão ≤10%/semana. Para sobrepeso, priorizar bike/elíptico no início. No tratamento da condromalácia patelar com fisioterapia para joelho, integrar fortalecimento de quadril/VMO, taping e palmilhas para pronação, alinhado ao controle de peso e suporte psicológico. Em mulheres jovens, rastrear hipermobilidade/patela alta. Intervenções coordenadas favorecem a prevenção de lesões ortopédicas e retorno seguro, reduzindo a dor no joelho.
Conectando os achados clínicos, fatores de risco e o manejo conservador descritos, o melhor prognóstico na condromalácia patelar depende de acompanhamento multidisciplinar e condutas baseadas em evidências. Fortalecimento de quadril/joelho, educação e manejo de carga seguem como pilares, enquanto nutrição apoia controle de peso e psicologia melhora adesão. Use métricas (Kujala/AKPS, escala de dor 0–10), metas semanais e reavaliações a cada 6–8 semanas; ajuste o tratamento condromalácia patelar (fisioterapia para joelho, palmilhas, taping) conforme resposta. Em dor no joelho persistente, reconsidere imagem e, após 3–6 meses, encaminhe para avaliação cirúrgica. A prática baseada em evidências protege a cartilagem da patela e reforça a prevenção de lesões ortopédicas.